Santa Isabel de Portugal
Rainha
Padroeira de Portugal e Coimbra; invocada pela paz entre povos e famílias e pelas vítimas de ciúme.
Nascida em 1271 no reino de Aragão e sobrinha-neta de Santa Isabel da Hungria, cujo nome recebeu, casou-se ainda adolescente com o rei Dinis de Portugal, de quem teve dois filhos. Apesar de um casamento marcado pelas infidelidades do marido, dedicou-se com discrição à oração, à penitência e a obras de caridade, fundando hospitais, abrigos para órfãos e um recolhimento para mulheres em dificuldade em Coimbra.
Ficou conhecida sobretudo como pacificadora: interveio pessoalmente para evitar guerras entre o próprio marido e o filho, o futuro rei Afonso IV, e mais tarde entre Portugal e Castela, viajando já idosa para impedir um confronto armado entre seu filho e seu genro. A tradição popular guarda a lembrança do chamado milagre das rosas, quando o pão que levava escondido aos pobres se teria transformado em flores diante do rei.
Enviuvou em 1325, tornou-se terciária franciscana e passou os últimos anos junto ao mosteiro de Santa Clara de Coimbra, onde morreu em 1336.
Canonização e culto
Foi canonizada em 1625 pelo papa Urbano VIII, que reconheceu tanto sua vida de caridade quanto seu papel histórico como pacificadora entre reinos.
Atributos e devoção
- Coroa real
- Rosas no manto
- Pão dos pobres
- Hábito terciário franciscano
- Ramo de oliveira
Oração a Santa Isabel de Portugal
Ó Santa Isabel de Portugal, que soubestes transformar a dor de um casamento difícil em caminho de santidade e sereis sempre lembrada como mensageira da paz, alcançai-nos um coração paciente nas provações, disposto a reconciliar quem vive em discórdia e generoso com os pobres que buscam socorro à nossa porta. Amém.
Também celebrados em 4 de julho
Fontes: Martirológio Romano; Vatican News.
Imagem: Francisco de Zurbarán. Public domain, via Wikimedia Commons (Santa_Isabel_de_Portugal.jpg).