Santos Abdão e Seném
Mártires
Padroeiros associados aos que sofrem prisão injusta e perseguição por causa da fé; venerados na região de Alcalá, na Espanha.
Abdão e Seném eram, segundo a tradição preservada por antigos martirológios, nobres de origem persa que se converteram ao cristianismo em sua terra natal. Durante uma onda de perseguição, foram capturados e levados acorrentados até Roma, por volta do início do século IV, para serem julgados pelas autoridades imperiais como cristãos de destaque, num tempo em que a fé em Cristo era duramente reprimida.
Recusando-se a sacrificar aos deuses romanos, foram condenados à morte e conduzidos ao anfiteatro próximo ao chamado Colosso de Nero, onde deveriam ser devorados por feras selvagens diante do povo. Segundo o relato tradicional, os animais não os atacaram, o que foi interpretado pelos cristãos presentes como sinal da proteção divina sobre os dois mártires.
Diante disso, foram então decapitados pelos gladiadores. Seus corpos ficaram expostos por três dias junto a uma estátua pagã, até serem recolhidos secretamente por um diácono cristão chamado Quirino, que os sepultou com honra. A memória de Abdão e Seném é uma das mais antigas do calendário romano, citada em diversos documentos litúrgicos desde os primeiros séculos da Igreja.
Canonização e culto
Mártires venerados desde a Antiguidade cristã, citados em documentos como o Depositio Martyrum e o Martirológio Jeronimiano; seu culto é anterior aos processos formais de canonização.
Atributos e devoção
- Coroas de nobreza persa
- Palma do martírio
- Gorro frígio
- Feras do anfiteatro
Oração a Santos Abdão e Seném
Senhor, que destes a Abdão e Seném força para confessar a fé até o martírio, mesmo longe de sua terra natal, concedei-nos a mesma fidelidade onde quer que estejamos. Sustentai todos os que hoje sofrem perseguição por vosso nome, e dai-nos coragem para testemunhar a fé sem medo. Amém.
Também celebrados em 30 de julho
Fontes: Martirológio Jeronimiano; Martirológio Romano.