Santos Processo e Martiniano
Mártires
Invocados como protetores dos cárceres e dos que sofrem perseguição pela fé.
A tradição romana conserva a memória de Processo e Martiniano como soldados encarregados da guarda da prisão Mamertina, onde, segundo o relato antigo, os apóstolos Pedro e Paulo estiveram detidos. Impressionados com a serenidade e a pregação dos prisioneiros, teriam pedido o batismo e, a partir daí, professado abertamente a fé cristã, o que lhes custou a liberdade e, por fim, a vida durante as perseguições dos primeiros séculos.
O culto aos dois mártires é muito antigo em Roma: uma basílica erguida em sua honra, próxima ao que hoje é a Basílica de São Pedro, já existia nos primeiros séculos e reuniu peregrinos por toda a Idade Média. Seus nomes figuram entre os mártires romanos mais venerados da Antiguidade cristã, ainda que os detalhes de sua vida cheguem até nós envoltos na piedade popular mais do que em documentação histórica precisa.
A Igreja os recorda como testemunhas de que a conversão pode nascer até mesmo do contato com quem se pretendia vigiar.
Canonização e culto
Venerados como mártires desde os primeiros séculos do cristianismo romano, seu culto é anterior aos processos formais de canonização; seus nomes constam do Martirológio Romano.
Atributos e devoção
- Correntes partidas
- Palma do martírio
- Chaves de guarda
- Espada
- Aureola dupla
Oração a Santos Processo e Martiniano
Ó Santos Processo e Martiniano, que da condição de guardas passastes à de testemunhas fiéis de Cristo, alcançai-nos a graça de reconhecer a verdade onde quer que ela se manifeste. Dai-nos coragem para mudar de vida quando o Senhor nos chama e firmeza para permanecer fiéis até o fim. Amém.
Também celebrados em 2 de julho
Fontes: Martirológio Romano.
Imagem: Valentin de Boulogne. Public domain, via Wikimedia Commons (Martyrdom_of_St_Processo_and_St_Martiniano,_by_Valentin_de_Boulogne.jpg).