São Benedito, o Negro
Religioso
Padroeiro dos afrodescendentes, dos cozinheiros e dos pobres; muito venerado no Brasil como protetor dos que sofrem preconceito e exclusão.
Benedito nasceu por volta de 1526 perto de Messina, na Sicília, filho de escravos africanos, e recebeu a liberdade ainda jovem. Trabalhou como pastor e depois se juntou a um grupo de eremitas franciscanos, destacando-se pela humildade e pela vida de oração, ainda que sofresse o preconceito ligado à cor de sua pele numa sociedade marcada pela escravidão.
Quando o grupo de eremitas foi incorporado à Ordem dos Frades Menores, Benedito tornou-se frade franciscano leigo e serviu como cozinheiro do convento de Palermo, função que exerceu com tal espírito de caridade e sabedoria que passou a ser procurado por religiosos e leigos em busca de conselho, chegando a ser eleito guardião da comunidade, apesar de nunca ter sido ordenado sacerdote.
Morreu em Palermo em 1589. No Brasil, onde chegou por devoção trazida por escravizados e é chamado simplesmente de São Benedito, tornou-se um dos santos mais amados, associado à fartura de pão e à dignidade dos mais humildes.
Canonização e culto
Foi canonizado em 1807 pelo papa Pio VII, mais de dois séculos após sua morte, diante de um culto popular já amplamente difundido, sobretudo entre comunidades negras e franciscanas.
Atributos e devoção
- Hábito franciscano
- Pele negra
- Cesto de pães
- Humildade
- Simplicidade na cozinha
Oração a São Benedito, o Negro
Ó Deus, que escolhestes São Benedito, o Negro, para mostrar que a verdadeira grandeza está na humildade e na caridade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça de reconhecer a dignidade de todo ser humano e de servir aos pequenos com o mesmo amor simples que marcou sua vida. Amém.
Também celebrados em 4 de abril
Fontes: Martirológio Romano; Franciscanos do Brasil.