São Fulgêncio de Ruspe
Bispo
Padroeiro de teólogos e escritores eclesiásticos; invocado por quem sofre perseguição por causa da fé.
Fulgêncio nasceu por volta de 462 no norte da África, então sob domínio vândalo, em família de posição social elevada. Após breve carreira administrativa, renunciou aos bens e ingressou na vida monástica, atraído pelos escritos de Santo Agostinho, cuja teologia da graça marcaria toda a sua obra.
Ordenado sacerdote e depois eleito bispo de Ruspe, na atual Tunísia, viveu boa parte do episcopado no exílio, pois os reis vândalos, adeptos do arianismo, perseguiam os bispos fiéis à fé niceia. Na Sardenha, para onde foi desterrado com outros bispos africanos, fundou um mosteiro e continuou a escrever cartas e tratados em defesa da divindade de Cristo e da doutrina da graça, discutindo com firmeza, mas sem amargura, os erros dos teólogos arianos de seu tempo.
Pôde retornar à sua diocese nos últimos anos de vida, onde continuou a governar com rigor e caridade até morrer em 1º de janeiro de 533. Sua obra escrita, extensa para os padrões da época, foi preservada por discípulos e influenciou a teologia africana dos séculos seguintes, mesmo em meio à instabilidade política que então assolava a região.
Canonização e culto
Venerado como santo desde a Antiguidade, seu culto é anterior aos processos formais de canonização; seu nome consta do Martirológio Romano no dia 1º de janeiro.
Atributos e devoção
- Báculo episcopal
- Livro aberto
- Mitra
- Corrente de exílio
Oração a São Fulgêncio de Ruspe
São Fulgêncio, bispo fiel que soubestes defender a verdade de Cristo mesmo no exílio e na perseguição, alcançai-nos firmeza para perseverar na fé quando somos contrariados por causa dela. Ensinai-nos a unir o estudo da doutrina à caridade pastoral e a servir a Igreja com humildade e coragem. Amém.
Também celebrados em 1 de janeiro
Fontes: Martirológio Romano.
Imagem: AnonymousUnknown author. Public domain, via Wikimedia Commons (Fulgentius_von_Ruspe_17Jh.jpg).