São Gontrano
Rei
Padroeiro dos que trabalham pela reconciliação entre parentes, invocado pelos governantes cristãos.
Gontrano nasceu por volta de 525, filho do rei franco Clotário I, e tornou-se rei da Borgonha em meio às disputas de poder típicas da dinastia merovíngia, marcadas por rivalidades e violências entre irmãos e parentes pela partilha do reino. Sua juventude e os primeiros anos de reinado não foram isentos dessas tensões e episódios de dureza, comuns aos costumes políticos de sua época.
Com o passar dos anos, porém, sua atuação como governante passou a ser lembrada por traços distintos entre os monarcas de seu tempo: empenhou-se em pacificar conflitos entre os reinos francos vizinhos, muitas vezes agindo como árbitro entre parentes em guerra, e demonstrou preocupação constante com o sustento dos súditos mais pobres, sobretudo em períodos de fome e de peste.
Apoiou a construção de igrejas e mosteiros e é lembrado pela tradição franca como rei que buscou unir, na medida do possível, o exercício do poder à prática da caridade cristã. Morreu em 592.
Canonização e culto
Foi venerado por aclamação popular na Borgonha desde a Idade Média, sem processo formal de canonização; seu nome consta do Martirológio Romano.
Atributos e devoção
- Coroa
- Manto real
- Cetro
- Pão distribuído aos pobres
Oração a São Gontrano
Ó Deus, que concedestes a São Gontrano converter o exercício do poder em instrumento de paz e de caridade para com os pobres, inspirai os governantes de hoje a buscarem sempre a reconciliação entre os povos e o cuidado com os mais necessitados. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Fontes: Martirológio Romano.