São Januário
Bispo e mártir
Padroeiro de Nápoles e da região da Campânia; invocado contra erupções vulcânicas e calamidades.
Januário foi bispo de Benevento, no sul da Itália, no início do século IV, período em que os cristãos ainda enfrentavam perseguições esporádicas antes do Edito de Milão. Segundo a tradição, ao saber que diáconos de sua diocese haviam sido presos em Pozzuoli, dirigiu-se até lá para visitá-los e assisti-los.
Sua presença foi denunciada às autoridades locais, que o prenderam junto com os demais. Levados primeiro à arena para serem lançados às feras, que, segundo o relato antigo, não os atacaram, todos foram por fim decapitados nas proximidades de Pozzuoli, provavelmente durante a perseguição do imperador Diocleciano.
Suas relíquias foram posteriormente trasladadas para Nápoles, cidade que o adotou como padroeiro principal. Desde o século XIV, conserva-se ali uma ampola com o que a tradição venera como seu sangue, que segundo a piedade popular se liquefaz em determinadas datas do ano, fenômeno cercado de devoção secular entre os napolitanos, que recorrem a ele nos momentos de maior aflição da cidade, sobretudo diante da ameaça constante do vulcão Vesúvio.
Canonização e culto
Venerado como mártir desde os primeiros séculos, seu culto é anterior aos processos formais de canonização; seu nome consta do Martirológio Romano.
Atributos e devoção
- Ampolas de sangue
- Vestes episcopais
- Palma do martírio
- Mitra
Oração a São Januário
Ó Deus, que destes a São Januário fortaleza para socorrer os irmãos perseguidos e para entregar a vida por Cristo, protegei-nos de todo mal repentino e das calamidades da natureza.
Concedei-nos a mesma caridade que o levou a visitar os presos, e a mesma fidelidade que o conduziu ao martírio. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.
Fontes: Martirológio Romano; Vatican News.
Imagem: Bernardo1989. CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons (Estadio_sao_januario_cropp.jpg).