São Segismundo
Rei e mártir
Padroeiro invocado contra a febre e as doenças; venerado como modelo de penitência para governantes.
Segismundo foi rei dos burgúndios no início do século VI, numa região que hoje corresponde ao leste da França e à Suíça. Educado no arianismo, converteu-se à fé católica e tornou-se defensor fervoroso da ortodoxia niceana, favorecendo bispos e mosteiros em seu reino.
Instigado por acusações contra o próprio filho, Segismundo cometeu um crime que o atormentou pelo resto da vida: ordenou a morte do herdeiro num acesso de ira. Arrependido, dedicou-se à penitência, ao jejum e às lágrimas, e fundou a abadia de Saint-Maurice-en-Valais, onde instituiu a laus perennis, o costume de monges revezarem-se dia e noite no canto ininterrupto dos salmos diante dos túmulos dos mártires.
Anos depois, derrotado em guerra pelos francos, foi capturado com sua família e morto por afogamento num poço, no território de Orléans, por volta de 524. A Igreja o venera como mártir e penitente, lembrando-o menos pelas fraquezas de rei do que pela conversão sincera e pela obra de oração perpétua que deixou como legado.
Canonização e culto
Venerado como mártir desde a Alta Idade Média, seu culto é anterior aos processos formais de canonização; seus restos foram trasladados para Saint-Maurice-en-Valais, onde permanecem objeto de devoção, e seu nome consta do Martirológio Romano.
Atributos e devoção
- Coroa real
- Poço
- Hábito de penitente
- Cetro
- Livro de salmos
Oração a São Segismundo
Senhor Deus, que destes a Segismundo a graça da conversão sincera e da penitência depois da culpa, concedei-nos, por sua intercessão, coragem para reconhecer nossas faltas e nunca desanimar de vossa misericórdia. Fazei que, como ele, saibamos oferecer-vos oração constante e vida renovada, para alcançarmos o perdão e a paz que só vós dais. Amém.
Também celebrados em 1 de maio
Fontes: Martirológio Romano.