São Simeão de Jerusalém
Bispo e mártir
Padroeiro dos bispos perseguidos; invocado por quem sofre calúnia ou perseguição por causa da fé.
Simeão era, segundo a tradição antiga, parente próximo de Jesus e da Sagrada Família, sendo por vezes identificado como primo do Senhor. Após o martírio de Tiago, o primeiro bispo de Jerusalém, a comunidade cristã da cidade escolheu Simeão para sucedê-lo à frente daquela Igreja, ainda no século I.
Durante décadas, guiou os cristãos de Jerusalém em tempos de grande instabilidade, marcados pela destruição do Templo e por sucessivas perseguições ao povo judeu e à comunidade cristã. Já em idade muito avançada, foi denunciado como descendente de Davi e cristão, o que na época bastava para atrair suspeita das autoridades romanas, temerosas de qualquer pretensão messiânica.
Preso sob o governo do imperador Trajano, no início do século II, foi submetido a tormentos e, por fim, condenado à morte por crucificação, imitando assim o próprio Senhor a quem servira como pastor. Sua longevidade extraordinária à frente da comunidade de Jerusalém e a firmeza no momento do martírio fizeram dele figura venerada desde a Antiguidade, lembrada como elo vivo entre a primeira geração cristã e as gerações seguintes.
Canonização e culto
Venerado como bispo e mártir desde os primeiros séculos da Igreja, seu culto é anterior aos processos formais de canonização; consta do Martirológio Romano, celebrado em 18 de fevereiro.
Atributos e devoção
- Cruz episcopal
- Palma do martírio
- Túnica de bispo antigo
- Cajado pastoral
Oração a São Simeão de Jerusalém
Senhor, que destes a São Simeão de Jerusalém longos anos de fidelidade pastoral e a coragem de selar com o próprio sangue o testemunho da fé, concedei à vossa Igreja pastores perseverantes como ele. Fazei que, por sua intercessão, permaneçamos firmes diante de toda provação. Amém.
Fontes: Martirológio Romano; Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica.
Imagem: Public domain, via Wikimedia Commons (Menologion of Basil 036.jpg).