Nossa Senhora das Dores
Devoção mariana
Invocada por quem atravessa luto, perda de filhos e sofrimentos profundos; padroeira dos que choram e buscam consolo aos pés da cruz.
A devoção às dores de Maria contempla o sofrimento vivido por ela ao longo da vida de seu Filho, desde a profecia de Simeão, que anunciou que uma espada trespassaria sua alma, até a fuga para o Egito, a perda e o reencontro de Jesus no templo, o encontro com ele a caminho do Calvário, sua presença aos pés da cruz e o momento em que recebeu o corpo sem vida nos braços.
Essa meditação, presente na piedade cristã desde a Idade Média, foi especialmente promovida pela Ordem dos Servos de Maria, fundada no século XIII, que a tornou central em sua espiritualidade. A tradição consolidou sete momentos de dor de Maria, e a imagem da Pietà, ou do coração trespassado por sete espadas, tornou-se símbolo dessa devoção em todo o mundo católico.
A memória litúrgica foi fixada no dia seguinte à Exaltação da Santa Cruz, unindo a contemplação da cruz de Cristo à compaixão de sua mãe. Em 1913, o papa Pio X estabeleceu definitivamente essa data para toda a Igreja, como convite a buscar em Maria conforto em meio às próprias dores.
Canonização e culto
Memória obrigatória estendida à Igreja universal pelo papa Pio X em 1913, fixando-a definitivamente no dia 15 de setembro; a devoção, porém, remonta à Idade Média, sobretudo por meio da Ordem dos Servos de Maria.
Atributos e devoção
- Sete espadas no coração
- Manto negro
- Véu
- Corpo de Cristo no colo
Oração a Nossa Senhora das Dores
Ó Maria, Mãe das Dores, que permanecestes de pé junto à cruz de vosso Filho, ensinai-nos a não fugir do sofrimento, mas a atravessá-lo com fé e esperança. Consolai quantos choram a perda de entes queridos e alcançai para todos nós a força que tivestes ao pé da cruz. Amém.
Também celebrados em 15 de setembro
Fontes: Martirológio Romano; Vatican News.