Santa Bibiana
Virgem e mártir
Padroeira dos que sofrem de males da cabeça e de doenças nervosas; invocada contra a embriaguez.
Bibiana viveu em Roma no século IV, durante a perseguição movida pelo imperador Juliano, o Apóstata, contra os cristãos. Segundo a tradição conservada pela Igreja de Roma, era filha de uma família cristã: seu pai, Flaviano, foi exilado e morreu por causa da fé, e sua mãe, Dafrosa, também foi martirizada.
Bibiana recusou-se a abandonar o cristianismo mesmo diante de pressões e humilhações públicas, preferindo permanecer fiel ao batismo recebido na infância. A tradição relata que foi entregue a maus-tratos e, por fim, morreu por causa dos castigos impostos, sendo depois sepultada por uma piedosa mulher chamada Ana, que também foi presa por esse gesto de caridade.
Seu culto é muito antigo em Roma, onde uma igreja lhe foi dedicada no local de sua sepultura, reformada ao longo dos séculos e hoje conhecida como Santa Bibiana. A imagem que a representa há muito tempo evoca a fidelidade silenciosa de quem preferiu perder a vida a renegar a fé, tornando-se com o tempo padroeira invocada por quem sofre de males da cabeça.
Canonização e culto
Venerada como mártir desde a Antiguidade cristã romana, seu culto é anterior aos processos formais de canonização; seu nome consta do Martirológio Romano.
Atributos e devoção
- Palma do martírio
- Coluna de flagelação
- Véu branco
- Jardim de Roma
Oração a Santa Bibiana
Senhor, que destes a Santa Bibiana força para permanecer fiel a Vós até o fim, mesmo em meio ao sofrimento, concedei-nos, por sua intercessão, a firmeza necessária para não desviarmos o coração diante das provações da vida. Livrai-nos de todo mal que atinge o corpo e a mente, e conduzi-nos com Ela à alegria eterna. Amém.
Também celebrados em 2 de dezembro
Fontes: Martirológio Romano; Vatican News.
Imagem: WikiPaintings. CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons (Saint_Bibiana_by_Bernini.jpg).