Santa Margarida da Escócia
Rainha
Padroeira da Escócia e das famílias numerosas, invocada por mães e por quem sofre a perda de um filho.
Margarida nasceu por volta de 1045, provavelmente na Hungria, onde sua família vivia exilada da Inglaterra por causa das disputas dinásticas que se seguiram à conquista normanda. Ainda jovem, refugiou-se na Escócia com seus parentes e ali conheceu o rei Malcolm III, com quem se casou.
Como rainha, Margarida uniu profunda vida de oração a um intenso trabalho de caridade: distribuía esmolas pessoalmente, lavava os pés de mendigos e sustentava peregrinos que atravessavam o reino. Promoveu também a reforma dos costumes eclesiásticos escoceses, aproximando-os das práticas de Roma, e fundou mosteiros e igrejas, entre elas a capela que hoje leva seu nome no Castelo de Edimburgo.
Mãe de oito filhos, educou-os pessoalmente na fé cristã. Morreu em 1093, poucos dias depois de receber a notícia da morte do marido e de um dos filhos em combate. Seu túmulo em Dunfermline tornou-se lugar de peregrinação, e sua memória permanece ligada à imagem da rainha que serviu aos pobres com as próprias mãos.
Canonização e culto
Foi canonizada pelo papa Inocêncio IV em 1250, tornando-se uma das poucas rainhas medievais elevadas à santidade pela Igreja.
Atributos e devoção
- Coroa real
- Esmolas aos pobres
- Livro de orações
- Cruz preciosa
Oração a Santa Margarida da Escócia
Santa Margarida, rainha que uniu o esplendor do trono ao serviço humilde dos pobres, ensinai-nos a viver a fé cristã com simplicidade, retidão e caridade constante para com quem sofre necessidade.
Vós que educastes vossos filhos no temor de Deus e socorrestes com as próprias mãos quem nada tinha, intercedei por nossas famílias e por todos os que exercem autoridade, para que a usem sempre em favor dos mais pobres e esquecidos. Amém.
Também celebrados em 16 de novembro
Fontes: Martirológio Romano; Vatican News.