Santo Anjo da Guarda de Portugal
Devoção angélica
Protetor espiritual de Portugal; invocado pela paz da nação e pela proteção dos que viajam.
A devoção ao Anjo da Guarda de Portugal remonta ao início do século XVI, quando o rei D. Manuel I pediu ao papa Júlio II a instituição de uma festa litúrgica em honra do anjo protetor do reino, atendendo a uma piedade popular já antiga entre os portugueses. A crença de que toda a nação estaria confiada à guarda de um anjo particular acompanhou momentos decisivos da história do país, dos descobrimentos às crises políticas.
Ao longo dos séculos seguintes, o culto conheceu períodos de esquecimento, sendo restaurado em 1952 por determinação do papa Pio XII, que voltou a inseri-lo no calendário litúrgico próprio de Portugal, fixando sua celebração em 10 de junho, data que coincide com o Dia de Portugal.
A devoção ganhou notoriedade renovada com as aparições do Anjo de Portugal às três crianças pastoras de Fátima, em 1916, quando o mensageiro celeste se apresentou como Anjo da Paz e Anjo de Portugal, preparando os pastorinhos para os acontecimentos que se seguiriam no ano seguinte.
Canonização e culto
Não se trata de um santo canonizado, mas de festa litúrgica aprovada pela Santa Sé em 1952 e inscrita no calendário próprio de Portugal.
Atributos e devoção
- Asas
- Espada de luz
- Escudo
- Manto branco
Oração a Santo Anjo da Guarda de Portugal
Santo Anjo, protetor do povo que a Vós foi confiado, guardai-nos no caminho da paz e da fé, defendei-nos dos perigos visíveis e invisíveis e conduzi-nos sempre à vontade de Deus. Intercedei por todos os que buscam proteção em Vosso cuidado fiel. Amém.
Fontes: Calendário próprio de Portugal; Vatican News.
Imagem: Daderot. Public domain, via Wikimedia Commons (Heraldic_Angel,_from_the_Mosteiro_de_Santa_Cruz,_by_Diogo_Pires-o-Moco,_1500-1525_-_Museu_Nacional_de_Machado_de_Castro_-_Coimbra,_Portugal_-DSC09916.jpg).