Santo Onofre
Eremita
Muito invocado no Brasil por quem busca emprego ou casamento; protetor dos que vivem tempos de provação e solidão.
Segundo a tradição hagiográfica antiga, Onofre viveu no deserto do Egito por volta do século IV, depois de abandonar a vida em um mosteiro para se dedicar inteiramente à solidão, à oração e à penitência extrema, seguindo o exemplo dos grandes eremitas do deserto egípcio daquele tempo.
Os relatos afirmam que teria passado cerca de setenta anos isolado, alimentando-se de frutos silvestres e tâmaras, vestido apenas com os próprios cabelos crescidos e algumas folhas, tendo renunciado por completo aos bens e às honrarias que possuía antes de se retirar para o deserto. Sua história é conhecida principalmente pelo relato do monge Pafnúcio, que teria encontrado Onofre pouco antes de sua morte, recolhendo seu testemunho de fé e assistindo ao seu último suspiro.
No Brasil, tornou-se um dos santos populares mais queridos, especialmente associado a rituais devocionais com o capim que leva seu nome, buscado por quem deseja conseguir emprego ou constituir família, sinal de como sua fama de intercessor atravessou séculos e continentes.
Canonização e culto
Venerado desde a Antiguidade como santo eremita; seu culto é anterior aos processos formais de canonização e consta do Martirológio Romano.
Atributos e devoção
- Longa barba
- Vestes de folhas
- Cruz de eremita
- Coroa depositada no chão
Oração a Santo Onofre
Ó Deus, que chamastes Santo Onofre à solidão do deserto para que Vos buscasse de coração inteiro, concedei-nos, por sua intercessão, confiança em Vossa providência nos momentos de necessidade e perseverança na oração em meio às provações da vida. Amém.
Fontes: Martirológio Romano.
Imagem: Emmanuel Tzanes. Public domain, via Wikimedia Commons (Saint_Onuphrius_Emmanuel_Tzanes.png).