Beato Gerardo de Claraval
Religioso
Invocado pelos monges cistercienses dedicados à administração e à vida prática da comunidade; padroeiro dos que sofrem a perda de um irmão.
Irmão mais velho de são Bernardo de Claraval, Gerardo levava inicialmente vida de cavaleiro, alheio à vocação religiosa que atraía vários de seus irmãos para o mosteiro. Segundo o relato tradicional conservado pela família cisterciense, um ferimento sofrido em combate o levou a refletir com seriedade sobre a fragilidade da vida, abrindo caminho para que, tempos depois, seguisse os irmãos até o mosteiro de Claraval.
Professou a vida monástica cisterciense e assumiu ali a função de celereiro, responsável pela administração dos bens materiais e do sustento da comunidade, tarefa que exerceu com prudência e dedicação constantes ao longo de muitos anos, permitindo que os demais monges se concentrassem mais livremente na oração e no trabalho espiritual.
Sua morte, ocorrida por volta de 1138, causou profunda dor a Bernardo, que lhe dedicou palavras de luto conhecidas por sua intensidade afetiva num de seus sermões sobre o Cântico dos Cânticos, testemunho raro da amizade fraterna vivida dentro da vida monástica.
Canonização e culto
Venerado como beato na tradição cisterciense; seu culto é anterior aos processos formais de canonização e consta dos calendários próprios da Ordem.
Atributos e devoção
- Hábito cisterciense
- Chaves do mosteiro
- Livro de contas
- Cruz simples
Oração a Beato Gerardo de Claraval
Ó Deus, que destes ao Beato Gerardo de Claraval espírito de dedicação silenciosa ao serviço de seus irmãos, concedei-nos, por sua intercessão, fidelidade nas tarefas simples do dia a dia e amor fraterno que sustente nossas comunidades. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Também celebrados em 13 de junho
Fontes: Tradição cisterciense; Martirológio Romano.