Santos Ciríaco, Largo e Esmaragdo
Mártires
Ciríaco é invocado, na devoção popular antiga, como um dos Catorze Santos Auxiliares, protetor na hora da morte.
Ciríaco era diácono da Igreja de Roma no início do século IV, durante a perseguição do imperador Diocleciano. Segundo a tradição romana antiga, dedicava-se ao serviço dos cristãos condenados a trabalhos forçados nas termas imperiais, levando-lhes assistência material e espiritual, e é lembrado também por relatos de libertação de pessoas oprimidas, o que lhe valeu, mais tarde, grande devoção popular.
Junto com ele são recordados Largo e Esmaragdo, companheiros que partilharam do mesmo serviço aos perseguidos e da mesma sorte. Presos pelas autoridades romanas por sua fé e pela assistência prestada aos cristãos condenados, os três foram submetidos a tormentos e, por fim, martirizados, sendo sepultados numa via que sai de Roma, onde catacumbas guardaram sua memória.
Com o passar dos séculos, a devoção a Ciríaco cresceu de modo particular na Alemanha e na Europa central, onde passou a ser contado entre os Catorze Santos Auxiliares, grupo de mártires antigos invocados coletivamente em momentos de grande necessidade, sobretudo na hora da morte. Largo e Esmaragdo permanecem ligados a seu nome na memória litúrgica do dia 8 de agosto.
Canonização e culto
Venerados como mártires desde a Antiguidade romana, seu culto é anterior aos processos formais de canonização; constam do Martirológio Romano.
Atributos e devoção
- Correntes quebradas
- Palma do martírio
- Vestes de diácono
- Três coroas
Oração a Santos Ciríaco, Largo e Esmaragdo
Senhor, que destes a Ciríaco, Largo e Esmaragdo a caridade de servir aos irmãos perseguidos até o martírio, ensinai-nos a não fugir do sofrimento alheio. Que intercedam por nós nas horas de maior necessidade, e nos alcancem a graça de uma morte em paz convosco. Amém.
Também celebrados em 8 de agosto
Fontes: Martirológio Romano.