São Sisto II
Papa e mártir
Padroeiro de diáconos e de quem sofre perseguição durante a celebração da liturgia.
Sisto II tornou-se bispo de Roma em 257, período de grande tensão entre a Igreja e o Império, sob o governo do imperador Valeriano, que havia decretado edito determinando a execução de bispos, presbíteros e diáconos que se recusassem a participar dos cultos oficiais romanos. Pouco se sabe com precisão sobre seu governo, breve devido à perseguição.
Segundo a tradição, foi surpreendido pelas autoridades romanas enquanto presidia uma celebração litúrgica num cemitério nos arredores de Roma, provavelmente nas catacumbas, junto com diáconos de sua comunidade. Preso ali mesmo, foi condenado à morte imediata e decapitado, juntamente com quatro diáconos que o acompanhavam. Dias depois, seu diácono Lourenço, que não estava presente no momento da prisão, seria também martirizado, episódio que a tradição liga estreitamente ao martírio de Sisto.
A memória desse papa mártir, morto no exercício mesmo de sua função litúrgica, tornou-se cedo objeto de grande veneração em Roma, sendo citado com destaque no cânone romano da missa como um dos mártires unidos ao sacrifício eucarístico que presidia no momento de sua morte.
Canonização e culto
Venerado como mártir desde o século III, seu culto é anterior aos processos formais de canonização; seu nome consta do Martirológio Romano e do cânone romano da missa.
Atributos e devoção
- Tiara papal
- Cálice
- Palma do martírio
- Espada
Oração a São Sisto II
Senhor, que chamastes o papa Sisto II a selar com o próprio sangue a fidelidade ao ministério que exercia, dai coragem aos pastores da Igreja para permanecerem junto ao altar em qualquer circunstância. Que o seu martírio nos lembre o valor sagrado da Eucaristia. Amém.
Também celebrados em 7 de agosto
Fontes: Martirológio Romano.
Imagem: Sandro Botticelli. Public domain, via Wikimedia Commons (Sandro_Botticelli_–_Sixtus_II.jpg).