Santos Emetério e Celedônio
Mártires
Padroeiros de Calahorra e de Santander, na Espanha; invocados pela fidelidade cristã diante da perseguição.
Emetério e Celedônio eram irmãos, soldados do exército romano estacionados na Hispânia, ao tempo das perseguições contra os cristãos nos primeiros séculos da Igreja. Ao se descobrirem cristãos, recusaram-se a permanecer no exército e a prestar culto aos deuses romanos, exigido de todo soldado, e abandonaram publicamente sua condição militar para confessar a fé em Cristo.
Presos por ordem do procônsul de Calahorra, na região hoje conhecida como La Rioja, foram submetidos a interrogatórios e torturas, na tentativa de que renegassem sua confissão. Mantiveram-se firmes até o fim, e foram condenados à decapitação, execução cumprida às margens do rio Cidacos, nos arredores da cidade.
O culto aos dois irmãos espalhou-se rapidamente pela Hispânia cristã: Prudêncio, poeta cristão do século IV, dedicou-lhes versos em sua obra, testemunho de uma devoção já então enraizada. Seus corpos são venerados até hoje na catedral de Calahorra, enquanto relicários com suas cabeças permanecem na catedral de Santander, cidade da qual são padroeiros principais.
Canonização e culto
Venerados como mártires desde os primeiros séculos do cristianismo hispânico, seu culto é anterior aos processos formais de canonização; seus nomes constam do Martirológio Romano em 3 de março.
Atributos e devoção
- Espadas
- Palma do martírio
- Uniforme de soldados romanos
- Relicário de prata
Oração a Santos Emetério e Celedônio
Ó gloriosos mártires Emetério e Celedônio, que preferistes a morte a trair a fé em Cristo, alcançai-nos a mesma coragem para permanecermos fiéis ao Evangelho diante das dificuldades da vida. Intercedei por nós, para que jamais neguemos, por medo ou comodismo, aquilo que cremos e professamos. Amém.
Também celebrados em 3 de março
Fontes: Martirológio Romano; tradição hagiográfica de Calahorra.