São Marcelino de Cartago
Mártir
Padroeiro dos funcionários públicos e dos que sofrem injustiça judicial; invocado por quem busca ser tratado com retidão pelas autoridades.
Marcelino viveu no início do século V em Cartago, no norte da África, onde exercia importantes funções públicas como tribuno e notário do Império Romano. Era amigo pessoal de Santo Agostinho, bispo de Hipona, que lhe dedicou algumas de suas obras mais importantes, entre elas escritos sobre a remissão dos pecados e sobre a Trindade, redigidos justamente para responder a perguntas apresentadas por Marcelino.
Em 411, presidiu em nome do imperador a conferência de Cartago, que reuniu bispos católicos e donatistas para discutir o cisma que dividia a Igreja africana, e decidiu a questão em favor da comunhão católica, o que lhe custou a inimizade dos donatistas.
No ano seguinte, acusado injustamente de cumplicidade numa revolta política, foi preso e executado, apesar dos apelos de Santo Agostinho em sua defesa. Pouco depois, o próprio imperador reconheceu o erro cometido, e a Igreja passou a venerar Marcelino como mártir, vítima de uma injustiça movida por ódio à fé católica.
Canonização e culto
Venerado como mártir desde os primeiros séculos por testemunho de Santo Agostinho e de outros escritores antigos, seu culto é anterior aos processos formais de canonização; o nome consta do Martirológio Romano.
Atributos e devoção
- Túnica de funcionário romano
- Palma do martírio
- Cordas da prisão
- Amizade com Santo Agostinho
- Retidão de fé
Oração a São Marcelino de Cartago
Ó Deus, que destes a São Marcelino a firmeza para permanecer fiel à comunhão da Igreja mesmo diante da calúnia, da injustiça e da morte, concedei-nos, por sua intercessão, retidão em nossos deveres cotidianos e a coragem de defender a verdade sempre que ela for perseguida. Amém.
Fontes: Martirológio Romano; escritos de Santo Agostinho.