São Tarcísio
Mártir
Padroeiro dos coroinhas e acólitos; invocado para a devoção e reverência à Eucaristia.
Tarcísio é lembrado pela tradição romana como um jovem acólito da Igreja de Roma, provavelmente no século III, durante um dos períodos de perseguição aos cristãos. Segundo o relato mais antigo que chegou até nós, um poema do papa Dâmaso I escrito no século IV, Tarcísio teria se oferecido para levar a Eucaristia a cristãos presos ou impossibilitados de participar da celebração, tarefa que expunha a riscos quem a realizava, dado o clima de perseguição.
No caminho, teria sido abordado por um grupo que exigiu saber o que carregava escondido junto ao peito; recusando-se a entregar ou revelar a Eucaristia que portava, Tarcísio foi agredido violentamente pelo grupo, e morreu em consequência dos ferimentos antes que pudesse ser socorrido, sem nunca ter cedido à violência que sofria.
O relato, transmitido por Dâmaso em versos, tornou-se um dos episódios mais conhecidos da piedade eucarística cristã, e Tarcísio passou a ser lembrado, sobretudo a partir do século XIX, como padroeiro dos meninos que servem ao altar, símbolo de fidelidade discreta e corajosa ao Santíssimo Sacramento mesmo diante do perigo.
Canonização e culto
Venerado como mártir desde a Antiguidade romana com base no testemunho poético do papa Dâmaso I, seu culto é anterior aos processos formais de canonização; consta do Martirológio Romano.
Atributos e devoção
- Túnica de acólito
- Eucaristia protegida
- Palma do martírio
- Jovem
Oração a São Tarcísio
Senhor, que destes ao jovem Tarcísio a coragem de proteger a Eucaristia com a própria vida, ensinai também aos que hoje servem ao altar o mesmo amor reverente ao Santíssimo Sacramento. Que nunca tenhamos vergonha de vos levar aos que precisam de vossa presença. Amém.
Também celebrados em 15 de agosto
Fontes: Martirológio Romano.