Assunção de Nossa Senhora
Solenidade
Padroeira de inúmeras catedrais e nações sob o título da Assunção; invocada como sinal de esperança para os que morrem na graça de Deus.
A Assunção celebra a crença, professada pela Igreja desde a Antiguidade, de que Maria, ao final de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celeste, antecipando o destino final prometido a todos os que morrem unidos a Cristo. A festa, com raízes em tradições orientais anteriores, celebrava originalmente a dormição de Maria, entendida como uma passagem serena para a vida eterna, e ganhou progressivamente, no Ocidente, a ênfase na glorificação de seu corpo.
Ao longo dos séculos, essa crença permaneceu firmemente enraizada na piedade cristã, sustentada pela tradição litúrgica e pela reflexão teológica, embora sem definição doutrinária formal até o século XX. Em 1º de novembro de 1950, o papa Pio XII definiu solenemente como dogma de fé que Maria, terminado o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória celestial.
A solenidade de 15 de agosto tornou-se, em muitos países, também data cívica e ocasião de grandes peregrinações e procissões marianas. Para a fé cristã, a Assunção de Maria é sinal de esperança: aquilo que se realizou nela plenamente é a promessa da ressurreição para todo aquele que morre em comunhão com Cristo.
Canonização e culto
Trata-se de dogma de fé, definido solenemente pelo papa Pio XII em 1950, e não de processo de canonização.
Atributos e devoção
- Manto azul
- Coroa de estrelas
- Nuvens
- Anjos
- Lua sob os pés
Oração a Assunção de Nossa Senhora
Ó Maria, assunta em corpo e alma à glória celeste, olhai por nós que ainda caminhamos nesta terra. Alcançai-nos a graça de viver em comunhão com vosso Filho, para que, como vós, possamos um dia participar plenamente da ressurreição e da vida eterna prometida a todos os que n'Ele esperam. Amém.
Também celebrados em 15 de agosto
Fontes: Martirológio Romano; Vatican News.