São Maximiliano Kolbe
Presbítero e mártir
Padroeiro dos jornalistas, das famílias e dos presos políticos; invocado por quem enfrenta perseguição por causa da fé.
Raimundo Kolbe nasceu em 1894, na Polônia, então sob domínio russo, e entrou ainda adolescente na Ordem dos Frades Menores Conventuais, recebendo o nome de Maximiliano. Ordenado sacerdote em Roma, dedicou boa parte de sua vida à difusão da devoção mariana, fundando revistas e uma editora franciscana, além de uma cidade religiosa dedicada à imprensa católica na Polônia, e chegou a organizar por alguns anos uma missão no Japão.
Com a invasão nazista da Polônia, em 1939, seu convento tornou-se abrigo para milhares de refugiados, incluindo grande número de judeus, o que atraiu a atenção da Gestapo. Preso em 1941, foi enviado ao campo de concentração de Auschwitz, onde, diante da fuga de um prisioneiro, os alemães escolheram dez homens para morrer de fome como represália. Um dos escolhidos, pai de família, lamentou-se em voz alta pela esposa e pelos filhos; Kolbe se ofereceu para morrer em seu lugar, pedido que foi aceito pelos guardas.
Foi levado ao bunker da fome junto com os demais e, após semanas sem alimento, foi executado por injeção letal em 14 de agosto de 1941, sendo o último a morrer entre o grupo condenado.
Canonização e culto
Foi canonizado em 1982 pelo papa João Paulo II, que o declarou mártir da caridade, reconhecendo o valor de sua entrega voluntária pela vida de outro prisioneiro.
Atributos e devoção
- Hábito franciscano
- Coroas branca e vermelha
- Grades de prisão
- Número de prisioneiro
Oração a São Maximiliano Kolbe
São Maximiliano, que destes a vida por um desconhecido no campo da morte, ensinai-nos que o amor ao próximo pode chegar até o sacrifício total de si mesmo. Intercedei por presos, perseguidos e por todos os que hoje sofrem por causa da injustiça humana. Amém.
Fontes: Martirológio Romano; Vatican News.